Crônica – O Fim

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A parte mais difícil em um término – seja ele do que for, de relacionamento, de trabalho, de amizade – é aceitar que aquela relação de companheirismo, de carinho e dedicação terminou. É aceitar que você acordará no dia seguinte com uma rotina diferente da que você estava acostumado. É aceitar que aquela pessoa não estará disponível para conversar com você, ou que aquele trabalho que você tanto gosta não estará disponível para você, ou que você nunca mais vai ver alguma pessoa que você tanto possui afinidade.

Mas uma parte pior ainda acontece, que é quando você finalmente aceita e percebe que a sua vida está caminhando para um rumo melhor do que estava anteriormente. Agora, se você ainda pensa ou tem dúvidas de que o término não foi bom, então a aceitação não teve êxito e você ainda terá alguns meses ou anos de sofrimento.

É por isso que em alguns momentos é melhor agir com frieza. Deixem que julguem, mas um coração preparado para desventuras é melhor do que uma pessoa emocionalmente instável que se desestabiliza em qualquer situação adversa.

E é aí que os aspectos positivos começam a aparecer. Com sua autoestima elevada, você acaba percebendo que você é mais especial do que tudo que te colocou para baixo. Você percebe que não foi você que perdeu algo, mas as outras pessoas que perderam a sua companhia, a sua admiração, o seu amor, a sua dedicação, o seu esforço. Você tende a crer que superará tudo de maneira tranquila e, quando menos esperar, está com novos relacionamentos, novos empregos, novos amigos, novas oportunidades, novas companhias.

Não acredito que o fim seja a solução para todos os problemas e nem acredito que seja o pontapé inicial para vários problemas, mas estar preparado para ele e para o que vem após te livrará de meses de sofrimento, mas também mudará seu jeito de pensar e aceitar a si de um jeito que nunca imaginou. Seja superior, seja livre, seja feliz.

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Pensamento aleatório: Eu não pertenço ao padrão

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“Eu não pertenço ao padrão”. E eu repeti essa afirmação tantas vezes que realmente acreditei que estava fora do padrão. Não tenho um corpo esteticamente perfeito, não tenho um rosto simetricamente belo, nem muito menos pertenço a qualquer padrão estereotipado de comportamento, trabalho ou relacionamento.

Por anos me torturei psicologicamente para tentar alcançar um patamar físico, social e comportamental, inatingível. Fui me dar conta que eu estava agindo contra a minha vontade muito tarde.

As pessoas criam padrões e idealizam um indivíduo estereotipado, sem defeitos – com corpo perfeito, rosto perfeito, trabalho perfeito, com relacionamentos perfeitos – e esquecem que cada pessoa tem uma singularidade, tem características únicas que ressaltam a importância de que ser diferente é ser especial e normal.

Não adianta parar de comer porque alguém começou a falar que você está fora do peso. Não adianta correr na esteira ou ficar levantando peso só porque alguém disse que você precisa ter um corpo definido. Não adianta chorar toda vez que alguém te coloca pra baixo pelo modo que você aparenta. Não adianta mudar o seu jeito de pensar, agir, falar, andar, sorrir, cantar ou se divertir só porque as pessoas dizem que é errado, ou que o jeito delas é o único modo correto.

Celebrar a nossa diversidade é um dos caminhos para uma vida sem esteriótipos ou julgamentos. Celebremos então a nossa variedade e aceitemos que somos diferentes e especiais por não seguir nenhum padrão. Eu não tenho um corpo, um rosto perfeito e não sou perfeito. E não vou mudar para agradar ninguém ou pra seguir o que acham que é correto. Acredito que hoje – antes tarde do que nunca – não tenho medo de dizer: “Eu não pertenço ao padrão”. E você?