Crônica: Mantra de um subjetivista

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Passei um bom tempo da minha vida acreditando que encontraria uma pessoa boa com quem eu pudesse ter como minha companhia. Os anos foram se passando e a cada nova pessoa que entrava minha vida, eu estava mais certo de que não precisava de ninguém do meu lado.

Os amigos começaram a ignorar, me excluíam dos planos, os amores foram se tornando fúteis e até minha família começou a traçar planos sem mim. Eu pensei que o problema estava em mim.

Foi nesse período que eu descobri que eu sou muito mais feliz do que acompanhado. As preocupações diminuem, as obrigações também. Não há cobrança, nem remorso. E comecei a acreditar que a companhia que eu tanto precisava estava dentro de mim.  Eu fazia o meu planejamento, eu viajava para onde eu queria, a hora que eu queria, não precisava ligar pra dar satisfação pra ninguém, ia onde eu bem entendesse. Aproveitei cada segundo vivendo para mim.

Se eu gostaria de ter alguém do meu lado pra fazer tudo isso? Talvez. Mas é só pensar que a linha entre paixão e decepção é tão tênue e que esse ciclo exige um tempo só, prefiro estar só e viver cada momento da minha vida do jeito que eu bem entender. Eu posso ir para um bar sozinho, posso ir até o shopping sozinho, posso cantar no chuveiro, posso viver uma realidade completamente diferente. Nós não precisamos de ninguém para nos sentirmos inteiros.

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