Crônica: Mantra de um subjetivista

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Passei um bom tempo da minha vida acreditando que encontraria uma pessoa boa com quem eu pudesse ter como minha companhia. Os anos foram se passando e a cada nova pessoa que entrava minha vida, eu estava mais certo de que não precisava de ninguém do meu lado.

Os amigos começaram a ignorar, me excluíam dos planos, os amores foram se tornando fúteis e até minha família começou a traçar planos sem mim. Eu pensei que o problema estava em mim.

Foi nesse período que eu descobri que eu sou muito mais feliz do que acompanhado. As preocupações diminuem, as obrigações também. Não há cobrança, nem remorso. E comecei a acreditar que a companhia que eu tanto precisava estava dentro de mim.  Eu fazia o meu planejamento, eu viajava para onde eu queria, a hora que eu queria, não precisava ligar pra dar satisfação pra ninguém, ia onde eu bem entendesse. Aproveitei cada segundo vivendo para mim.

Se eu gostaria de ter alguém do meu lado pra fazer tudo isso? Talvez. Mas é só pensar que a linha entre paixão e decepção é tão tênue e que esse ciclo exige um tempo só, prefiro estar só e viver cada momento da minha vida do jeito que eu bem entender. Eu posso ir para um bar sozinho, posso ir até o shopping sozinho, posso cantar no chuveiro, posso viver uma realidade completamente diferente. Nós não precisamos de ninguém para nos sentirmos inteiros.

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Crônica – O Fim

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A parte mais difícil em um término – seja ele do que for, de relacionamento, de trabalho, de amizade – é aceitar que aquela relação de companheirismo, de carinho e dedicação terminou. É aceitar que você acordará no dia seguinte com uma rotina diferente da que você estava acostumado. É aceitar que aquela pessoa não estará disponível para conversar com você, ou que aquele trabalho que você tanto gosta não estará disponível para você, ou que você nunca mais vai ver alguma pessoa que você tanto possui afinidade.

Mas uma parte pior ainda acontece, que é quando você finalmente aceita e percebe que a sua vida está caminhando para um rumo melhor do que estava anteriormente. Agora, se você ainda pensa ou tem dúvidas de que o término não foi bom, então a aceitação não teve êxito e você ainda terá alguns meses ou anos de sofrimento.

É por isso que em alguns momentos é melhor agir com frieza. Deixem que julguem, mas um coração preparado para desventuras é melhor do que uma pessoa emocionalmente instável que se desestabiliza em qualquer situação adversa.

E é aí que os aspectos positivos começam a aparecer. Com sua autoestima elevada, você acaba percebendo que você é mais especial do que tudo que te colocou para baixo. Você percebe que não foi você que perdeu algo, mas as outras pessoas que perderam a sua companhia, a sua admiração, o seu amor, a sua dedicação, o seu esforço. Você tende a crer que superará tudo de maneira tranquila e, quando menos esperar, está com novos relacionamentos, novos empregos, novos amigos, novas oportunidades, novas companhias.

Não acredito que o fim seja a solução para todos os problemas e nem acredito que seja o pontapé inicial para vários problemas, mas estar preparado para ele e para o que vem após te livrará de meses de sofrimento, mas também mudará seu jeito de pensar e aceitar a si de um jeito que nunca imaginou. Seja superior, seja livre, seja feliz.