Crônica: Hora de voar

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O dia não clareou. A neve roubou os poucos raios de sol que iluminavam a minha janela. Se já não bastasse todo o tempo trancado nessa casa, ouvindo a mesma música, indo para o trabalho no mesmo horário… Vivendo – mecanicamente, mas vivendo. O dia não clareou. A neve roubou os poucos raios de sol que iluminavam a minha janela. Se já não bastasse todo o tempo trancado nessa casa, ouvindo a mesma música, indo para o trabalho no mesmo horário… Vivendo – mecanicamente, mas vivendo.

Parece-me que nada se transforma e nada se acrescenta. Há muito tempo vivo assim e até já vejo que minhas cores estão se desbotando. Monocromático, dramático e um tanto problemático. A vida nos força a viver caminhos mecanizados e retilíneos, onde qualquer rota alternativa é incorreta e imoral.

Gostaria de estudar engenharia, mas o tempo não me permite. Gostaria de tentar um negócio próprio, mas a instabilidade não me oferece tranquilidade. Gostaria de viajar o mundo, mas o dinheiro não me sustenta. Quando não é o dinheiro, é a falta de tempo.

Foi quando o certo me pareceu um pouco mais óbvio e um pouco menos incerto. Eu precisava de coragem e eu tenho certeza que essa coragem que eu tanto precisava para mudar minha vida estava dentro de mim. Não temo e não vejo a hora de, finalmente, levantar minhas asas e voar. Nunca se esqueça: nunca é tarde para arriscar tudo ou de seguir seus sonhos e dividir seus sentimentos com alguém que você ama muito. Nunca é tarde para levantar suas asas e voar.

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