Crônica: Sobre 2016…

reveillon

Pegaram a minha mão para uma leitura mística. Um olhar atento observava a minha mão. Por dentro, uma angústia ou talvez um medo de receber uma notícia ruim.

“Você sofre com um amor não correspondido.” – O leitor de mãos disse.

Ok. Não me importo com isso. Já sofri com isso antes e não é agora que isso vai me abalar.

“É melhor você guardar um dinheiro pra não passar por necessidade.” – Ele continuou.

Tá bom. Guardar dinheiro, para mim, é fácil. Não terei grandes problemas.

“Sua vida vai passar por uma grande reviravolta.” – Ele finalizou.

Aí complicou. A noite – que já não estava lá grandes coisas – ficou meio triste. Medonha.
Parece que desde uns 5 anos atrás fico esperando por uma mudança que nunca vem. Talvez eu espere muito dos acontecimentos e das pessoas. Talvez eu deva acreditar mais em mim do que em todo o resto. Eu me diminuo quase a todo tempo, deixo que os outros me coloquem para baixo, não acredito no amor, não dou valor às mínimas coisas que estão a meu redor e sofro por achar que sou frio e insensível. Mas creio estar aqui para errar e aprender (não necessariamente nessa ordem).

O ano está terminando e eu ainda não faço a mínima ideia do que eu farei ano que vem. Não tenho planejamentos a longo prazo e meus sonhos estão cada vez mais escassos. Mesmo assim tenho milhões de coisas para agradecer.

Não foi meu melhor ano, nem tampouco o pior. Foi mais do mesmo: engordei, amei, sofri, viajei, trabalhei e estudei. Tudo em um movimento rápido e sem finalizações.

Me castigo mentalmente por não ter completado o que me propus a iniciar. Sofro algumas noites insones por ter deixado de dizer “eu te amo” para minha família, enquanto me esforçava para dizer a mesma frase para quem nem ao menos tinha considerações por mim. Desculpa mãe. Desculpa por não ter valorizado tudo o que você fez para mim.

Estou falando muito mal de 2016, do mesmo jeito que reclamei de 2015 e 2014. Porque desde aquele tempo, eu nunca mudei. Ou nunca mudei tanto quanto mudei em 2016. Me apaixonei, brinquei, cantei, trabalhei, estudei, escrevi, fiz amigos e descobri, dentro de mim, o que há de melhor. O desejo de mudar, de me valorizar como pessoa, de não me deixar para baixo. Hoje, consigo me valorizar.

Foi quando eu percebi que a minha maior mudança seria acreditar mais em mim, em meu potencial criativo e profissional

Mas há sempre tempo para recomeçar, não é mesmo? O ano ainda não acabou, então posso tentar reverter algumas ideias que ficaram impedidas por medo, timidez ou falta de estabilidade emocional.

Só agradeço pelos bons momentos que 2016 pode me oferecer, aos sonhos que eu realizei (e até agora não valorizei) e prometo que não sou uma pessoa tão inútil, fria e relaxado como este texto publica. Espero que este novo ano seja diferente. Muito amor (de todos os sentidos), muitas realizações e muitos sonhos. Vivemos de sonhos e, sem eles, estamos vazios! Um ótimo final de ano para vocês, leitores, e que tenham um 2017 excelente, inesquecível e repleto de realizações.

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