Love trumps hate

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Creio que este é o momento ideal para algumas palavras sobre intolerância, respeito e uma reflexão profunda sobre igualdade e liberdade, preconceito e solidariedade.O Brasil e todo o resto do mundo acompanhou, na madrugada do dia 09 de novembro, uma das mais decisivas votações para escolha do 45º presidente dos Estados Unidos. De um lado, uma mulher, apoiada por ter ideias de liberdade, generosidade e um carisma dificilmente visto anteriormente por um líder político. De outro, um magnata sem passado político, dono de redes comerciais, com ideias opressivas e de segregação.

Mas o resultado das eleições nos mostra uma opinião um tanto quanto inesperada e muito preocupante. A vitória de Trump não se tratou de apenas contradições partidárias, mas mostra o quanto os americanos são intolerantes a mulheres, imigrantes e com as minorias. Mostra um conservadorismo que se contrapõe ao resto das ideologias sociais.

Não sou nenhum expert em política. Não tenho estudo que focasse nessa temática, nem muito menos posso opinar, já que não me interesso por política nem no país em que vivo. Por isso, farei uma constatação sobre fatos baseadas em meus estudos na área das ciências sociais e, para ser completamente imparcial, desviarei meus olhares dos Estados Unidos, rumo a uma visão mais global.

O preconceito é uma realidade presenciada nas mais diversas regiões do mundo. A intolerância vem sendo praticada quase diariamente. As minorias vêm sendo, diariamente e inconscientemente, violentadas e esquecidas pela maioria. As mulheres têm seus direitos ignorados, são desvalorizadas e também violentadas por uma suposta maioria “machista”.

Uma grande maioria se diz “tolerante”, mas a tolerância propriamente dita está além de simples palavras. Não adianta nada se dizer tolerante, e no dia seguinte culpar uma mulher por um estupro cometido a ela, por exemplo. Ou quem sabe ridicularizar um homem transsexual que passa na televisão justamente por ele estar sendo quem ele realmente é. Ou até mesmo, deixar de oferecer uma vaga de emprego porque tal pessoa não se enquadra nos padrões estéticos da sociedade. As pessoas estão vivendo de aparências. Ninguém mais é tolerante.

A resposta está nos inúmeros casos de agressão às mulheres, no grande número de gays que saem de casa por não aceitação familiar, na xenofobia a trabalhadores imigrantes que vêm ao país para tentar novas e melhores condições de vida, e no grande conservadorismo que reina neste século.

O racismo e o sexismo estão em alta. Parece que o mundo retrocedeu. Mulheres estão cada vez mais sendo diminuídas. Ninguém respeita ninguém.

E para isso, não há soluções plausíveis. As minorias precisam de uma voz que falem por elas, porque sozinhas, são apenas minorias simples, amedrontadas pelo conservadorismo e que precisam de todos para serem valorizadas pelo que são.

Em tempos de eleição ou não, não deixemos nosso egocentrismo se sobressair. Pensemos no próximo, em quem precisa de atenção especial. O amor se tornou obsoleto e, só para finalizar esse texto em estilo imprevisível – tal como foram as eleições estadunidenses – 2018 está aí para nós, brasileiros. Acho que pior que as eleições americanas, só seria ouvir um: “Brasil para frente, Bolsonaro presidente”.

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