Vamos falar sobre bullying?

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Saiu uma reportagem no site da Revista Galileu sobre uma garota americana de 16 anos, Natalie Hampton, que outrora sofrera bullying no colégio, e atualmente criou um aplicativo para celular para evitar que alunos sentem-se sozinhos no recreio. O aplicativo, na verdade, é uma iniciativa criada para tentar combater o bullying em ambiente escolar.

Mas, o que seria bullying? O que caracteriza uma situação de bullying? O que fazer para combater o bullying? Certamente são perguntas frequentes de qualquer superior que se preocupe com o bem-estar de suas crianças.

O bullying é qualquer situação de violência que ocorre em ambiente escolar. Ocorre em decorrência de 3 personagens, o agressor, o agredido e os expectadores. O agressor é considerado o mais forte e intimidador. O agredido é o mais fraco, com poucos amigos e excluído das rodas populares. Por fim, os expectadores, que assistem as cenas de violência e a combatem.

Não há quem não tenha entrado em contato com o bullying. Seja praticando, sofrendo ou incentivando (inconscientemente), todos já estivemos presentes com tal violência escolar. Por isso que devemos combatê-la.

Em minhas experiências no campo educacional, seja como aluno, seja como educador ou como estagiário, estive em contato direto com o bullying.

No ensino fundamental e médio, via muitos casos! Seja por discriminação por orientação sexual, por estilo de vida ou por gostos diferentes ao do resto da turma. Eram apelidos pejorativos, exclusão, humilhações em público e agressões físicas. Os professores eram completamente ausentes neste quesito. Não havia nenhum interesse no combate a essas violências. A coordenação – a partir do ensino médio – começou a atuar mais intensamente e a falar mais sobre o assunto (mas não era algo com muitas chances de sucesso).

Na faculdade eu pude ver que o bullying era praticamente inexistente. Talvez por eu estar em uma faculdade privada do interior, já que vemos muitos casos de violência e preconceito em outras instituições de ensino.

Quando eu comecei a trabalhar em escola, a minha ideia era não permitir que a história que eu tinha passado, vivido e assistido quando criança se repetisse. Nem permitir que outras crianças sofressem o que todos na época sofreram. Acho que essa deveria ser a ideia de todos os professores, diretores e coordenadores.

Qual então seria uma alternativa eficaz de combater o bullying e o cyberbullying (situação de violência em ambiente virtual)? Bom, certamente não dá maneiras certeiras de acabar com o bullying, mesmo porque ele já está enraizado na cultura do brasileiro. Primeiramente, deve-se mudar o modo de pensamento da criança. Educá-la para que pense no próximo, que se solidarize e que entenda a situação de seu colega é o primeiro passo para que haja cooperação entre as pessoas. Se isso não é feito em casa, que seja feito nas escolas.

Muitos professores já criaram projetos que falem sobre o bullying. Falar sobre, criar cartazes, exibir filmes… Tudo é válido!

Aos pais também uma dica válida: converse com seus filhos! Não custa nada comentar algum caso, perguntar sobre o dia de suas crianças, sobre o professor, sobre a rotina. O diálogo é muito importante.

O aplicativo criado por Natalie é uma alternativa interessante. Desde que as tecnologias se popularizaram, constatamos um evidente distanciamento entre as pessoas, fragilizando o relacionamento humano. Ela, além de contribuir para evitar o bullying, estimula o contato entre os alunos, o diálogo pessoal, a preocupação, o respeito e solidariedade em tempos onde o desrespeito e a desvalorização humana estão sobressaindo.

Por fim, creio que, hoje, mais do que nunca, precisamos falar sobre bullying. Falar com sinceridade: nas escolas, no trabalho, e, sobretudo, em casa. Você não chegaria para alguém na rua e espancaria alguém que estivesse vindo em sua direção, muito menos xingaria a pessoa que te atende no supermercado. Por que então deixaria seu filho fazer isso?

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