Considerações sobre medo, ansiedade e insegurança

medo

A vida é cercada de medos. Os concretos e os imaginários. Medo de amar, cair, sofrer, ter uma doença, de ir mal em uma avaliação, de ser assaltado, violentado, de perder alguém que você ama, medo de experimentar o novo, de conhecer, de se decepcionar. O medo de sair e não conseguir voltar. As mudanças na sociedade contribuíram para que mais pessoas vivam com anseios justificados. Enfrentá-los, no entanto, é um desafio que poucos conseguem.

O medo é um sentimento que acompanha a vida do ser humano. A criança tem medo de levar uma bronca dos pais. Cresce um pouco e o adolescente tem medo de não conseguir alcançar a nota estipulada no vestibular. Amadurece e tem medo de não conseguir educar seus próprios filhos. Fica mais velho e tem medo de morrer. É um ciclo de medos que não termina. Cada dia é uma mudança, cada dia é um receio diferente. Oriundos patologicamente ou decorrentes de situações traumáticas ou tensionais, o medo e os transtornos de ansiedade estão cada vez mais presentes.

As transformações da sociedade também contribuíram para a crescente variedade de inseguranças. A falta de segurança nas ruas, os assaltos frequentes, a pressão para encontrar um trabalho, para conquistar boas notas, para se tornar alguém conhecido socialmente, contribuíram para que nossos anseios se tornassem mais frequentes.

Segundo a médica psiquiatra, Ana Beatriz Barbosa Silva, em seu livro Mentes Ansiosas, o nosso corpo já está preparado para uma reação automática a uma situação de perigo ou medo. Ao ver cachorros violentos em sua direção, sua reação automática é correr, quase que instintivamente. Ninguém para e pensa no que fará frente a uma situação de perigo. Entretanto, o que difere uma reação de medo normal e o ataque de pânico é a “capacidade de identificar um fator desencadeante ou um estímulo óbvio para causar sentimentos tão fortes”. No medo comum, sabemos o que nos aflige, enquanto no pânico, não.

É nesse mundo de medo, ansiedade e insegurança que são desencadeados os transtornos de comportamento mais frequentes: transtorno do pânico, fobias, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e, até mesmo, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Embora nem todas as consequências possuem remediações não-medicamentosas, algumas dicas são valiosas para controle da ansiedade. Nelas está o consumo de verduras, frutas, sementes e legumes, técnicas de relaxamento, descarga da tensão física e emocional através de atividades físicas e terapias complementares, como acupuntura, shiatsu, ioga e meditação.

Por fim, é inevitável a convivência com o medo e, sobretudo, com a ansiedade. Aprendemos, então, lidar da melhor forma, sem estresse, com sabedoria e tendo em mente que nossa vida é mais valiosa que todos os nossos medos.

Referências bibliográficas:
SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Mentes e Manias: Medo e ansiedade além dos limites. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. 206 p.

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2 comentários em “Considerações sobre medo, ansiedade e insegurança

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