Artigo de Opinião: O fanatismo e a limitação à liberdade

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No dia 21 de maio de 2016, a apresentadora Ana Hickmann foi alvo de uma tentativa de homicídio por um suposto fã. Não é muito diferente do caso de John Lennon e Selena. Casos como esses nos fazem pensar sobre os limites da liberdade para uma pessoa que se destaca artisticamente e como o fanatismo pode ser prejudicial, tanto para quem é fanático como para o “homenageado”.

John Lennon morreu em 8 de dezembro de 1990, por um lunático fã americano de nome Mark Chapman. A cantora latina, Selena, foi morta em 30 de abril de 1995 por sua então fã, a enfermeira Yolanda Saldívar – que também era presidente de seu fã-clube.

Quando um indivíduo possui sua vida exposta publicamente, sua liberdade começa a ser privada. Sair em lugares públicos parece algo impossível, a segurança se torna fator primordial de sobrevivência e seu trabalho parece ser voltado para seu próprio público, para os chamados fãs.

O fanatismo, segundo o dicionário Michaelis, caracteriza o excessivo zelo ou paixão. Há diferentes tipos de paixões: pelo futebol, pelo cantor favorito, pelo apresentador da televisão, pelo partido político. Entretanto, quando você se apega a uma coisa em uma intensidade muito grande, você acaba se importando para opiniões divergentes, não aceita a diversidade e não pode aceitar que o outro que você não conhece, pode ser de igual ou melhor valor.

Devemos considerar que o excessivo fanatismo combinado com traços psicopáticos, pode causar danos irreparáveis. Nos exemplos acima, perdemos dois grandes ícones da música mundial. John Lennon, grande membro dos Beatles, banda que revolucionou o cenário musical da década de 50, e Selena, grande representante da música latino-americana. Seus assassinos foram seus fãs, fanáticos por suas obras ou consumidos por um desejo de atenção.

A liberdade de nenhum indivíduo deve ser privada. Não importa o quanto ele possa ser importante ou bom no que faz, ele não vai ser o único. A supervalorização de famosos do mundo artístico causa um detrimento nas diferentes formas de pensar e o fanatismo pode gerar graves consequências, tanto para os artistas, que acabam ficando privados de suas vidas próprias, quanto para os fanáticos, que fazem de tudo para conquistar a atenção de seu amado e venerado artista. Até que a morte os separe.

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