Sobre o cardápio interativo da CISE

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Em 2015, a Coordenadoria de Infraestrutura e Serviços Escolares (CISE), divulgou um cardápio interativo com mais de 100 receitas presentes na merenda de escolas do estado de São Paulo. Divididas entre bebidas, datas comemorativas, guarnições, padaria artesanal, pratos principais, pratos-base, saladas e sobremesas, são receitas com alimentos nutricionalmente benéficos. Ricos em vitaminas, minerais, são compostos por hortaliças, vegetais e carnes em suas mais variadas formas.

Além da variedade, temos a inclusão de uma série de alimentos que valorizam as diferentes culturas do Brasil e do mundo. A canjica, prato disseminado nas festas juninas brasileiras, feito com leite e milho, está presente no cardápio. O leite é rico em proteínas, cálcio e riboflavinas, que auxiliam no metabolismo de lipídios. O chili também é outro exemplo de prato presente em uma escola de Guarulhos. Tipicamente mexicano, é composto por carne, que é rica em vitaminas B12 e proteínas, além de possuir feijão, rico em ferro.

A merenda escolar é um dever do Estado para com as crianças e adolescentes matriculados em escolas públicas do território nacional. O cardápio é elaborado com suporte de nutricionistas e pode ser mudado de acordo com as necessidades especiais de educandos com problemas de saúde ou carências nutricionais.

De sucos vitaminados aos mais variados tipos de tortas, vale a pena conferir a diversidade e, por curiosidade, ver pratos que dificilmente acreditamos que poderia estar presente nas escolas. O cardápio interativo está disponível neste site.

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Sobre o dia do índio

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Hoje, 19 de abril, comemoramos o dia do índio. Mas será que verdadeiramente os conhecemos? Será que realmente sabemos o papel dos povos indígenas para a construção de uma sociedade tipicamente brasileira?

Os povos indígenas habitam o Brasil muito antes do país ser colonizado pelos europeus no século XVI. Estima-se que, quando Pedro Álvares Cabral chegou ao que o território brasileiro, mais de 5 milhões de pessoas o habitavam.

O trabalho era dividido por gênero, onde mulheres tinham afazeres domésticos e cuidavam do artesanato, enquanto os homens eram encarregados de trabalhos pesados, como a caça. Eles cultuavam vários deuses, tinham diferentes formas de comunicação e comemoravam festas e ritos de passagem.

Com a chegada dos portugueses, muitos desses costumes foram se modificando. Começou a se valorizar o catolicismo, com a vinda dos jesuítas; O escambo também começou a ser utilizado pelos portugueses, a fim de utilizar a mão de obra indígena e, como pagamento, oferecer objetos de uso português, assim como o uso de roupas e a instituição da língua portuguesa.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010 ¹, um pouco mais de 817 mil indígenas habitam o país, distribuídos em áreas urbanas e rurais. Até 1500, os indivíduos – que nem eram chamados de índios – constituíam diferentes grupos que possuíam costumes próprios, tal como línguas, religiões, comemorações, composições artísticas e sociais com fortes traços de identidade. Hoje, eles representam uma importante parcela da nossa sociedade que são responsáveis pela criação da cultura tipicamente brasileira.

Contudo, a importância desses povos para a construção de uma sociedade miscigenada e com valorização da sociodiversidade e do multiculturalismo é imprescindível. Alguns costumes da atualidade são baseados nos costumes desses povos. O banho diário, uso de colares e enfeites, uso da rede de dormir, esteira, cestos, algumas expressões do vocabulário (como sabiá e pipoca) e a valorização das lendas, são exemplos de como as tradições indígenas foram importantes para manutenção da sociedade brasileira que vivemos hoje.

Que hoje seja um dia voltado não só para fazer uma postagem alegre sobre o índio nas redes sociais, mas que o 19 de abril seja um dia de reconhecimento, de valorização e de expansão do contato com a cultura indígena nas escolas, no ambiente de trabalho, em casa. Inconscientemente, muitas de nossas práticas já estão ligadas às práticas trazidas pelos índios, então, por que não valorizá-los cada vez mais?

¹ Fonte: IBGE, Censo Demográfico 1991/2010. Disponível em: indigenas.ibge.gov.br/graficos-e-tabelas-2.html. Acesso em: 19 de abril de 2016.

Referência bibliográfica:
Luciano, Gersem dos Santos. O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade: LACED / Museu Nacional, 2006.